tenho medo de bandos,
me devoram de longe,
de perto desapareço,
por dentro (sumo) nas vozes mais altas,
viro sussurro, suspiro, respiração pelas narinas…
uma cadeira a menos,
minha presença é uma tortura para mim mesmo
um choro pra dentro,
desprezo o patético,
me faço de coitado e o poste me acolhe;
passam por mim como um objeto,
como parte da cena,
iluminando minhas costas,
fazendo sombra nos meus passos,
enquanto volto para dentro de mim,
o único lugar que reconheço
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