Alguém

eu

Sou péssimo para falar de mim, mas sinto que devo o mínimo a você que abriu este site, seja de propósito ou sem querer. Me chamo Gabriel Claudino Marinho, sou paulista, de 94. O que mais eu poderia falar que valeria a pena contar? Talvez meus textos falem por mim, talvez não falem o suficiente. É sempre um amontoado de meias verdades, meias mentiras, um faz de conta que eu crio na minha cabeça (a alegria, a dor, o que tenho, o que falta).

Comecei a escrever em 2015, depois de uma longa crise de agorafobia, ansiedade e outras merdas dessas trazidas pelo sistema, que ainda fazem questão de nos fazer sentir como se a culpa fosse nossa. Desde então, nunca parei. Até um tempo atrás, escrever só para mim era o suficiente, mas passei a viver em solidão com as palavras. Comecei a sentir necessidade de buscar um lugar para me encaixar nesse amontoado de sentimentos que habitam dentro de mim; expressar-me apenas não era o suficiente. Então, o que busco aqui é te encontrar. Sim, você que está lendo isso: se você se identificar com algo que leu aqui, talvez eu me sinta menos sozinho hoje.

Longe de mim querer dar tamanha importância para o que escrevo ou não. É mais uma questão de saber que não sou só eu que sinto certas coisas, que calo certas palavras; é dar um pouco de sentido, de significado para a dor.

Desnudar-me em palavras aqui é muito difícil para mim. Talvez eu me arrependa em poucas horas de escrever isto e de ter criado este site. É quase um site temporário; pode ter o ciclo de vida tão pequeno quanto a atenção de quem abre uma página de escrita e dedica seu tempo para ler sobre os pensamentos, desejos e frustrações de um estranho. Mas só o tempo vai dizer…

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